20100103

Nota Azul, Nota Vermelha

Num só fôlego. Em riste, a caneta vermelha apunhala o papel pautado. Que bela arma, que magnífico azul venoso! Sangue vertido às pressas. O fluxo e sua leda efeméride. Eternos ciclos mentais. Existência versus memória. "Por que seria o verbo assim, tão metafórico?", indaga a Loucura. Permaneço calada e então tento esvaziar-me de mim mesma. Assopro pra dentro dum balão tudo aquilo que de meu espírito aflora. Ao mesmo tempo, percebo que o aquário da cabeça revoluteia-se em polvorosa, já saturado. Não, não consigo renovar seu fluido vital, tampouco estilhaçar aquelas translúcidas paredes. Estourou-se o balão, turvou-se a água. Falta-me oxigênio. Nota zero.

5 na trincheira.

Fábio Flora disse...

Sua escrita é interessante, mas pode ser menos rebuscada. Nota 5. Abraços e sucesso com o blog!

Feérica Fuzilêra disse...

Obrigada!
Não consigo ser diferente disso, Tio Patinhas.

Feérica Fuzilêra disse...

Sou "cara limpa" demais, até.

Anarquia suburbana disse...

nota 5 nada nota 10
eu gostei muito!!!

Feérica Fuzilêra disse...

Em cada cabeça, uma sentença.
Tenho dito.