20131212

Com licença, statuscópio...

20131106

Jornal RelevO

O Jornal RelevO, com muito louvor, hoje publica sua edição mensal.
Curitibano por natureza, conflui artistas de todos os furdunços do Brasil. E eis justamente o seu diferencial: a diversidade.

Agradecimentos especialíssimos a Daniel Zanella, o editor-jornaleiro-guerreiro! Ah, e já se vão quatro anos de RelevO, hein!

Clique aqui para visualizar o Jornal RelevO, Edição IV, Ano IV, Novembro/2013.

(Há um escrito meu perdido por aí...!)


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20131012

Prends Une Rose

PRENDS UNE ROSE
(Catherine Desage, Guy Mardel, Jean Claudric)

Le temps passe trop vite
Demain au petit jour,
Mon amour on se quitte
Pour toujours.

Pourtant ne soit pas triste
Quand tu penses à moi
Le temps de l'amour
Reviendra pour toi.

Prends une rose
Que tu pose,
Toute rose,
Sur ton coeur.
Prends une rose,
Et tout change,
Tous les anges
Chantent en choeurs.
Prends une rose
Quand tout passe
Que s'efface
Le bonheur,
Dit à ta peine:
"Pas la peine,
Moi je n'aime
Que les fleurs".

La vie c'est comme un livre
Qui s'ouvre au jour le jour
Mais la vie c'est de vivre
Pour l'amour.

C'est comme un bateau ivre
Qui cherche le vent
Ne perds pas de temps,
Invente un printemps!

Prends une rose
Que tu pose,
Toute rose,
Sur ton coeur.
Prends une rose,
Et tout change,
Tous les anges
Chantent en choeurs.
Prends une rose,
Quand tout passe
Que s'efface
Le bonheur.
Dit à ta peine:
"Pas la peine,
Moi je n'aime
Que les fleurs".

Prends une rose
Que tu pose,
Toute rose,
Sur ton coeur.
Prends une rose,
Et tout change,
Tous les anges
Chantent en choeurs.
Prends une rose,
Quand tout passe
Que s'efface
Le bonheur.
Dit à ta peine:
"Pas la peine,
Moi je n'aime
Que les fleurs".

Prends une rose,
Une rose, rose, rose sur ton coeur...

20130925

Mas a Coca-Cola...



Eis uma paródia que fiz sobre certo momento do longa-metragem "Masculin Féminin" (FRA, 1966), dirigido por Jean-Luc Godard.

20130918

Estranho Enlace

Nos encontramos ao acaso, guiados por certa senda deserta que sugeria uma mescla das paisagens interioranas mineiras e paranaenses. Fazia frio, e a matinal neblina tornava tudo solitário e lúgubre.

Caminhávamos em sentidos opostos, e não havia ninguém nos arredores. Pressenti a tua presença, de repente. Pouco a pouco, através daquela nebulosa estrada, avistei teus cabelos dourados, e assim tua figura revelava-se com silenciosa sobriedade angelical. Minha fronte empalidecia ao mesmo tempo em que minhas madeixas se agitavam com o vento. Ambos os cachecóis, o teu e o meu, então se enlaçaram.

Não houve palavras quando nos defrontamos – apenas um forte e longo abraço emocionado. Logo, você convidou-me a visitar a tua casa. Hesitei um pouco, mas aceitei. Eu estremecia por dentro, porém você estava plenamente seguro de si, com o braço envolvendo-me a cintura.

Quando chegamos ao destino, permaneci por algum tempo a apreciar a bela simplicidade de teu lar e do enorme jardim que o circundava. Então, você me tomou pela mão e adentramos aquela pequenina casa que cheirava a incenso. Fiquei encantada!

Tua casa era bem-frequentada por amigos. Quase todos os dias essas pessoas marcavam a sua presença, a alegrar o ambiente. 

Não demorou muito, e um grupo de seis bateu à porta. Achei interessante a maneira como ficavam tão à vontade! Tentei me entrosar com eles, mas a recíproca foi negativa. Percebi que o universo que haviam criado ali era somente de vocês – então comecei a sentir um mal-estar, como se fosse uma intrusa. Mas você me assegurou de que estava tudo bem, e que eu era a tua convidada. Tentei me aliviar um pouco; mas a partir daquele momento me mantive à espreita.

Compartilhávamos vinho, acendíamos incensos de aromas diversos, tocávamos violão, cantávamos... O ambiente era só Vida! No entanto, os olhares dos outros em minha direção tornavam-se cada vez mais hostis. Você tentava me proteger como podia. Eu tentava ignorar o clima ruim que estava se constituindo por parte de teus amigos, mas não havia outra maneira a não ser sair de lá. Fui até o jardim, meditativa, a conversar com as rosas. Quando você percebeu a minha ausência, correu a me procurar – e encontrou-me sentada por entre as flores, como um bichinho assustado. Você tentou me acalmar, e caminhamos em direção à casa.

Mas não deu tempo. Teus amigos começaram a nos provocar e apresentaram armas a fim de me expulsar.

Tentei te levar, num impulso de fuga, mas você me soltou as mãos. Corri muito, até me deparar com um grande muro. Me recostei de pé contra a fortaleza, ofegante, e eles vieram em minha direção. Apresentavam fuzis, revólveres, granadas, armas brancas. Num susto, outros surgiam de trincheiras – agora, o cenário era de guerra!

Você correu e me abraçou. Choramos. Mas você me surpreendeu com uma alavanca que existia dentro de uma caixa embutida no muro. Fitando-me desesperado, como se fosse a última alternativa, acionou-a. Tudo começou a trepidar cada vez mais intensamente. O muro rasgava-se, prestes a explodir, e finalmente consegui fugir.

Chorei, decepcionada, a observar a catástrofe que estava a ocorrer. Num repente, tudo foi pelos ares.

"Todos mortos! Todos mortos! Meu Pequeno, por que você fez isso?!" – O desespero e o desolamento me faziam soluçar cada vez mais alto. E arrancava vigorosamente trapos de meu vestido roto.

"Carolina... Aqui estou..." – Reconheci a tua voz! Onde estaria você? Onde?

Procurei por ti, mas as lágrimas ardiam. Até que avistei, próxima ao local da alavanca, do lado de fora da fortaleza, uma luz dourada que me ofuscou. Esperança.



[Registro do último sonho.]

20130830

Espionagem? Não diga...!

Malditos Bots "estadunidenses"!

20130829

char msg [ ] = {86, 73, 86, 65, 33};

Apresento-lhes um "cadim" de cada alegre e emocionado instante da solenidade de minha colação de grau, que foi celebrada no dia 24 de Agosto de 2013!

Fui a única formanda da turma. Durante o discurso solene imaginei que eles, meus colegas, estivessem ali, comigo... Fiquei um tanto melancólica, apesar do feliz CISCO que sempre caía nos meus olhos! Saudades, viu!


Cursos contemplados: Administração, Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Ciências Contábeis, História, Letras, Processos Gerenciais e Recursos Humanos.



A indefectível Continência!


Hino Nacional.
[Da direita para a esquerda, na primeira fileira, sou a primeira criatura.]


Proferimento do Discurso. [Ói eu!]


=]



Tudo azul!


A seguir, eis o discurso escrito e proferido por mim, em nome do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas.


Digníssima Professora Carmem Costa, Diretora da Universidade Norte do Paraná, polo Sete Lagoas,
Digníssima Professora Norma Gonçalves, Coordenadora Pedagógica desta instituição,
Digníssimos Paraninfos,
Senhores Pais,
Senhoras e Senhores,
Caros Colegas Bacharéis, Licenciados e Tecnólogos,

Boa noite,

Dedico este discurso a todos aqueles que creem que a verdadeira inteligência reside na simplicidade de coração.

Éramos os “solitários” - a famigerada turma de graduação da UNOPAR que frequentava a instituição aos sábados pela manhã. E ali, nós, os “maiores abandonados”, sempre exigíamos um pouquinho mais de atenção para com o nosso futuro, sedentos de surpresas – que por vezes, eram verdadeiros disparates!

A partir de agora, entramos para o seleto array da história da Universidade Norte do Paraná, pois que constituímos a única – e que provavelmente não existirá mais – turma de graduandos matinais. Vejam o quão somos especiais, caros! Pois bem, apresento-lhes o exército de uma só Soldada (ou "Fuzilêra", como quiserem!) – “Senta a pua”!

Foram três anos de muita luta, gana e sangue frio. Lágrimas, ora de contentamento, ora de frustração, e suor nos verteram a face, do início ao fim. Que bela trajetória, n’est pas? Muito comum a todos os presentes!

Alguns colegas, ressequidos pelo pó da estrada, e outros, contaminados por seu sangue hirudo, ao longo da caminhada nos acenaram o “adeus” e prosseguiram sua marcha por outras sendas. E eis-me sobrevivente, a própria Heroína Irônica, a pronunciar em nome de esperanças latentes.

Agradeço a Deus, aos entes queridos e a toda a equipe UNOPAR – máxime aos Professores, Mestres e Doutores que, nesse infinito loop, conduziram-nos com boa-fé segundo uma lógica difusa elevada à quarta dimensão. Aos colegas, eternos guerreiros, presto-lhes especial homenagem pelos grandes momentos de “Coração de Estudante”. Por fim, dou graças aos “fugazes errantes” que cruzaram meus tortuosos caminhos e que, desde todo o sempre, acreditaram no meu potencial.

Estamos imersos na Era da Informação. Da Informação que paira sob a forma de bits acelerados, e que nunca para. Eis o “Admirável Mundo Novo”, lavrado pela incólume Globalização.

A Informação é o bem mais precioso na atual sociedade. E é com a sistematização da Informação que nós, profissionais em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, lidamos. Não é tarefa trivial, pois que estamos a manipular dados provenientes de máquinas e de pessoas, ao mesmo tempo.

Através da análise de documentações e de profundos estudos, somos nós quem concebemos, projetamos, modelamos e implementamos sistemas computacionais (desde uma simples calculadora a um calculista robô).

Grosso modo, poderíamos equiparar o nosso papel ao dos Arquitetos e Urbanistas, e, consequentemente, comparar o processo de desenvolvimento de um sistema à execução de um projeto arquitetônico-urbanístico. A excelência na análise dos diversos tipos de demandas faz com que todo esse processo torne-se bem-sucedido e corresponda às expectativas em todos os níveis – a satisfação do usuário, a robustez do software e também a produção de novos modelos cognitivos e de negócios.

Pois abram bem as janelas e sintam o aroma das macieiras! Porque esta etérea ópera encontra-se no rompante!

Como diria Torquato Neto, grande poeta da efervescência contracultural brazuca, "O futuro é hoje, cabe na mão"!

EM RISTE! AVANTE! ADSUMUS!
Muito obrigada!

20130828

Hipócritas de Hipócrates

"Eu, solenemente, juro consagrar minha vida a serviço da Humanidade. Darei como reconhecimento a meus mestres meu respeito e minha gratidão. Praticarei a minha profissão com consciência e dignidade. A saúde dos meus pacientes será a minha primeira preocupação. Respeitarei os segredos a mim confiados. Manterei, a todo custo, no máximo possível, a honra e a tradição da profissão médica. Meus colegas serão meus irmãos. Não permitirei que concepções religiosas, nacionais, raciais, partidárias ou sociais intervenham entre meu dever e meus pacientes. Manterei o mais alto respeito pela vida humana, desde sua concepção. Mesmo sob ameaça, não usarei meu conhecimento médico em princípios contrários às leis da natureza.
Faço estas promessas, solene e livremente, pela minha própria honra."


(Bonito, jurar isto ante a consagração da profissão, não?)

20130821

Todos convidados!


O convite foi desenhado e escrito por mim.

20130819

Modus vivendi

Sou um dromedário dentre uma cáfila de camelos.

20130816

Faz tempo...

Cozinhando os miolos em uma grande panela.
Porque tem pensamento concentrado demais, por ora!

20130812

Crianças, devagar!

20130804

Exigência Existencial II


[...]
"Se peut-il qu'il y ait l'un de nous qui joue
A tendre l'autre joue?
Si c'est vous,
J'absous..."
("Pourquoi Vous?" - Françoise Hardy/Calogero)


Na imagem, Françoise Hardy.

20130716

Vitória e Superação Plenas! NOTA 10!


Dias antes da apresentação da Monografia...


... E hoje!



Mais um andar do meu "zigurate" foi erguido com glória! Sim, atravessei a "malha fina" do curso superior de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas!

Foram três anos de muita luta, muita garra e sangue frio. Lágrimas, ora de contentamento, ora de frustração, e suor me verteram a face do início ao fim. Que bela trajetória!


Com muito louvor e muita honra, compartilho com vocês esse inefável momento de emoção e realização!

Me lembro bem de algo que um professor disse: "Você, Carolina, será uma grande profissional. Tenho certeza! Aliás... Você já é!" - Meus olhos começaram a marejar-se...


Hoje, tenho colhido os frutos que imaginaria distantes: a nobreza do reconhecimento, da credibilidade, da confiança, da fé.


Agradeço a toda a equipe da UNOPAR, máxime aos Professores, Mestres e Doutores que, nessa longa caminhada, marcharam com passadas firmes e que também tropeçaram conosco. Faz parte do show,
n'est pas?

Também sou imensamente grata àqueles que sempre acreditaram no meu potencial.



E a luta continua!

EM RISTE! AVANTE!
ADSUMUS!

20130619

Ah, a Sociedade do Conhecimento...!

Participação popular versus especulação midiática.

Engordemos as informações, caros!

QUEM LUTA (DE FATO) FAZ A HISTÓRIA.

20130606

Françoise Hardy & Bob Dylan


"for françoise hardy 
at the seine's edge 
a giant shadow 
of notre dame 
seeks t' grab my foot 
sorbonne students 
whirl by on thin bicycles 
swirlin' lifelike colors of leather spin 
the breeze yawns food 
far from the bellies 
of erhard meetin' johnson 
piles of lovers 
fishing 
kissing 
lay themselves on their books. boats. 
old men 
clothed in curly mustaches 
float on the benches 
blankets of tourists 
in bright red nylon shirts 
with straw hats of ambassadors"

(Bob Dylan - 1969)

20130603

Dual?

Não existem o certo e o errado; há, sim, o óbvio e o incomum.

20130529

Bonequinha de Trapo de Luxo II


20130527

"Vera-Cruz"

VERA-CRUZ
(Jacques Audiberti)

Ce petit qu'il faut qu'on fusille
on le mena devant la croix.
Cigarettes, blancheur de fille,
il tira de sa poche, trois.

Une, il la mit à son esgourde,
l'autre à sa lèvre, et puis en l'air,
il jette son chapeau qui tourne
comme le soleil du désert.

La troisième, soit une sainte,
sur le calvaire il la perdit.
C'est elle qui poussa la plainte
puisque les hommes n'ont rien dit.


Confiram aqui a recitação deste poema por Françoise Hardy, em 1966.

20130523

Les Demoiselles de Rochefort & The Doors


Bela sincronia!

Faz alguns anos que descobri a "mensagem" entre ambas as partes.

Pois bem. Apresento-lhes um excerto do magnífico longa-metragem "Les Demoiselles de Rochefort" (1967), sincronizado com a linda canção dos Doors, "Wintertime Love", do álbum "Waiting For The Sun" (1968).

A "mescla" foi feita por mim.

Confiram aqui, senhoras e senhores.

E  está o vídeo original, para que apreciem melhor.

Acolá, uma resenha que escrevi sobre "Les Demoiselles de Rochefort".

20130520

Raymond Daniel Manzarek


Grande Ray Manzarek, você nos deixou inúmeras e enormes emoções à flor da pele!
Obrigada por tudo, meu caríssimo e estimado amigo de todas as horas!
Sou imensa e eternamente grata pelo seu legado! (Não consigo conter tantas lágrimas...)

Vá com Deus, querido...



[Ótimas recordações!]

Ouçam "Ships With (WITHOUT...) Sails" ao vivo, em 1972, aqui.

Aqui, confiram uma famosa cena dos Doors num aeroporto de Londres em 1968. (Eles são figuraças demais!)

E aqui, vejam um pouco da singularíssima irreverência dos rapazes, durante gravações para a TV, em 1967. Confiram mais detalhes ali e acolá. (Coitado do apresentador!)

20130515

"Cadê a Karolinka?"


Estou bem, Babcia.


Créditos: Peau D'Âne Et Le Merveilleux.

20130514

Casa do Vaso



Visite o website da Casa do Vaso!

Clique aqui para acessá-lo!

20130507

"Zzzzz"...

Geração Z, está tudo nas tuas (delicadas) mãozinhas!

[Ah... Acabou o alfabeto, "baixinhos"!]

20130429

Série Mulher-Gato Troll




Por Rafael Basdoni.

20130421

Globalization 3.0

"Videiem" bem... Ao mesmo tempo em que temos tudo "nas mãos" e bem nutrimos(?) os filhos, perdemos a honra e o viço dos nossos antecessores!
Como lidar com essa obsolescência acumulada?

Esperança, "drugues".

20130413

Leda Quintessência

eGYPSYgana.

20130409

O Soldado (Sardento) Desconhecido [Epitáfio]

Foi no mínimo interessante a maneira com a qual o Moura e eu nos conhecemos.
Em 1993 me mudei para Sete Lagoas e assim abri um comércio na Rua Teófilo Otoni. De tempos em tempos, desde então, observava um senhor irrequieto, que cedo e metodicamente descia do edifício logo ao lado de minha loja.
Certo dia, abordei-o:
- Você é ex-combatente de guerra?
Prontamente e ao mesmo tempo surpreso, com os olhos estatelados, respondeu-me sem rodeios:
- Sim, senhor.
A partir daí criamos uma amizade que jamais aspiraríamos. Conheci uma criatura irreverente e piadista – piadas estas reais, advindas de seus resquícios "veteranísticos".
Nunca me esquecerei de seus preciosos relatos sobre a famigerada luta de Monte Castello, ocorrida durante a Segunda Guerra Mundial, tampouco de suas notáveis piadas do "João-Tatu" e do "João Corrêa". Parece paradoxal o que estou dizendo, mas a verdade é que compartilhávamos memoráveis momentos de extrema seriedade entremeados com muito bom humor.
Depois de alguns anos fechei a loja e o Moura também mudou-se daquele lugar de origem. Mesmo assim não perdemos o contato. Sempre nos contactávamos por telefone, e o velho não se cansava de repetir aquelas eternas piadas! Êita, coisa boa, dar gargalhadas com o veterano!
Mas foi com profunda tristeza que, depois de vinte anos de amizade, recebi a notícia de sua "eterna viagem".
E lá estava ele, em seu leito fúnebre, com suas respeitáveis medalhas de condecorações a folharem-lhe o peito. Sua boina também encontrava-se impecável. Eu apenas o contemplava, absorto na efemeridade da vida. Ali era o Moura adormecido para sempre.
Quatro militares do 4º GAAE apoiaram o velório e o cortejo rumo ao enterro. Alguns ex-combatentes, companheiros de meu amigo, também acompanharam todo o movimento do luto. Sua família fortaleceu todo o esteio com fé.
Modestamente a canção "Mia Gioconda" foi executada, seguida da "Marcha do Soldado Desconhecido".

Pois eis o saudoso Moura: eternamente digno, soberbo, vivaz e incrível em sua lucidez.


Grande "Sardento", grande "Ferrugem", que Deus o tenha! Muito obrigado por tudo, caro veterano!

Maurício Fernandino Tinoco & Carolina O. F. Tinoco

Audição e criação por Carolina O. F. Tinoco

20130327

Orion

Assim que acordares de um sonho, olha sempre para o céu. Ali estarei eu, num lugar bem pequenino, quase imperceptível a olho nu. Com o coração, garanto que verás as minhas estrelas.
Logo, estarei contigo. 

Sim.

20130227

'Garra! II


Me identifiquei com a criança.

Desde muito cedo, me sacrificando para chegar onde estou. Sempre me exigi a excelência em tudo.
Me sentia torturada por mim mesma, mas ao mesmo tempo compreendia tal esforço como algo extremamente necessário e normal. E isso até hoje persiste - de forma mais sutil, claro, mas ainda prevalecente.

Ressalto que ninguém, além de mim mesma, me impunha/impõe essa "garra".

20130127

Sensível

Quando os fones de ouvido tornam-se um estetoscópio.

Redomas versus rizomas.

20130109

Dia do Fi(n)co!

20130103

Féerique Fleur de La Floyd Lune




"Stills" de mais um curta de minha autoria.