20150526

Muito mais do que Homenagem: uma Declaração de Amor


Magnífico registro das Bodas de Prata dos meus avós! Foi no dia 26/02/1955. O mais interessante é que eu estava me lembrando deles, por esses dias. Que Deus os tenha!

Esse enlace entre Fernandino e Tinoco só poderia dar coisa boa!

Do Vovô "Sulico", respeitável alfaiate, tenho as belas lembranças dos meus três anos de idade – ele, sua paixão pela música erudita e o severo olhar que confrontava o seu "coração de manteiga". Sensibilíssimo! Nos deixou em 1985. Tinha um violino e gostava de "batucar" os dedos numa velha poltrona da sala diante de um disco de Verdi.

Vovó Noeme era uma excelente cozinheira (preparava deliciosos quitutes!), rigorosa e intensa em tudo aquilo que fazia. Muito carinhosa, acima de tudo! Sua voz era rouca e breve. Seu aroma lembrava aquele que as rosas ao relento exalam – era tão bom, que impregnava a casa! Deus tomou-a pelas mãos quando eu tinha dez anos.

Dos rapazinhos sentados, Papai é o terceiro da esquerda para a direita. De predominante alvura, "nem aí"! No dia 5 de Maio de 1955 completaria então nove anos de idade. Curiosidade, é que sua Primeira Comunhão coincidiu com os preparativos das Bodas de Prata! Ah... Para a frustração de Papai, não realizaram aquela clássica foto da criança ajoelhada com as mãos postas e a imagem de Jesus ao fundo. "Economizaram" fotografia (risos)! Outra coisa muito legal, é que ele já demonstrava uma exímia habilidade para o desenho. Professores das escolas e colégios onde estudou sempre lhe solicitavam ilustrações para exposições e apresentações de trabalhos. - Puxei muito a ele! Dou graças a Deus por tantos talentos herdados!

Tio Marcílio, o primeiro garoto sentado, era o "dedo-duro" e o desafiador dos irmãos. Mesmo assim sempre teve bom coração, apesar de parecer um tanto carrancudo e "brigão"! Atualmente é um empresário de sucesso. Inclusive, batizou o seu edifício comercial, no centro de Sete Lagoas/MG, com os nossos sobrenomes! Quanta honra!

Um fato marcante é que, quando o caçula Marcos (na foto, o garotinho de suspensórios) nasceu, Papai chamou-o de "Dida". Meus avós o advertiram com "Não, Maurício; é Marcos!" - e Papai logo retrucou: "Não! É Dida!" - E não é que o apelido "pegou"? Hoje, Tio Dida é um grande desportista!


Tio Márcio (o guri de pé) escreveu uma obra autobiográfica chamada "Parem o Mundo Que Eu Quero Descer" (2000), ilustrada pelo meu pai. Claro, amava o "Raulzito"! Papai já me relatou com lágrimas emocionadas várias proezas de ambos até a juventude. Eram muito ligados e próximos.

E o pequeno Murilo (o segundo garoto, sentado), que se foi muito cedo, é um anjo! Ah... E Tio Márcio, "namorado da bailarina" (risos), Deus também está cuidando bem de ti, padrinho! Está feliz com o Murilo? Cuidando bem do pequeno, do Vovô e da Vovó? Espero que sim!

As Tias (exceto a dulcíssima Ninice - já havia escrito algo breve sobre ela, outrora!) cantam no grandioso Coral Santa Cecília. Gargantas de Diamante! Algumas delas também exercem seus talentos na pintura.

E cá estou a demonstrar às novas gerações dessa família "com Arte na veia" quem realmente somos. Para que saibamos como cultivar a plantinha, é preciso que conheçamos as suas origens! Assim, as mais belas flores e os mais saborosos frutos despontarão com naturalidade. E ótimas sementes virão!

Afinal, quem desconhece o próprio passado é incapaz de construir um futuro digno.


[Da direita para a esquerda, formando uma elipse: Vovô "Sulico" Juscelino, Vovó "Nema" Noeme, Tia "Ninia" Maria da Conceição, Tia "Maú" Maria Lúcia, Tia "Lelena" Maria Helena, Tia "Ninice" Maria Eunice, Tio Márcio, Tio Marcílio, o Anjinho Murilo, Maurício (Papai) e Tio "Dida" Marcos.]


Créditos da imagem: Acervo Dalton Andrade.

Ninguém na trincheira.