20171026

AdEvogado Papelanski





Observem a primeira imagem: de mala e cuia, pelas ruas desertas de Domingo, eis que encontrei uma surpresinha que o AdEvogado Papelanski me pregou! Isso faz um mês.

AdEvogado Papelanski é um personagem que criei em 2006, juntamente ao Willian.

Foi algo tão natural, que a sua voz, os seus trejeitos e seus costumes foram muito bem encenados e incorporados.

No entanto, até então, eu não imaginara colocar no papel - e também em escultura - o seu retrato.

Voilà, meus caros... Num belo dia, em 2015, fiz o primeiro desenho rápido do rosto dele. E, da mesma forma, uma tosca modelagem em Dim Clay daquilo que seria a sua expressão facial.

E quem é que havia entrado nos palcos da VOGA, naquela época? Justamente Gilmar Mendes e Heráclito Fortes! Daí, pensei comigo mesma, rindo: "Não acredito... Sósias do 'Devoga' em Brasília!"


Quem é AdEvogado Papelanski?

Tudo aquilo que até então se sabe sobre ele é que nasceu numa humilde cidade do Paraná, e que desde criança percorria os jardins de sua casa, junto à sua família, a procurar pinhões – sua maior diversão –, e assim sonhava ao observar aquelas lindas araucárias. Sonhava alto, literalmente.

Formou-se em Direito muito jovem, e a partir daí passou a trabalhar em modestos escritórios de advocacia e contabilidade. Nunca esteve satisfeito com os chefes, mas apesar dos pesares, gostava daquilo que realizava.

Ao longo do tempo, dedicando-se aos estudos, adquiriu alguns títulos e certificados. Desta forma, arranjou o seu próprio escritório, perto de sua casa.

Agora, com 80 e alguns anos de idade, conheceu um grande parceiro de guerra: Arnaldo.


Quem é Arnaldo?

Arnaldo Tjra é camponês de berço. Macilento e ágil, cresceu entre as lavouras de trigo e milho, e quando se mudou para aquela pequena cidade onde o nosso "Devoga" sempre residiu, aconteceu um encontro peculiar entre ambos.

Pois bem... Enquanto o nosso protagonista estava numa "bodega" simples, bebericando as suas doses de vodka (nas palavras dele: "bódega"), após o trabalho, Arnaldo arriou ali, cansado. Logo, "Devoga" o chamou para fazer companhia, já bêbado. Arnaldo aceitou e os dois trocaram experiências como se fossem velhos amigos.

E foi assim que criaram amizade. Essa amizade cresceu rapidamente. Por coincidência, Arnaldo tinha alugado uma casa ali, por perto, e estava desempregado.

Então, AdEvogado Papelanski, certo dia, o convidou para ser seu chofer e caseiro. Em sua casa havia um sótão onde Arnaldo poderia se acomodar, e então levar o Devoga para seu escritório, cuidar da casa e do jardim. 

Arnaldo aceitou a proposta, já que o velho era tão carismático e sincero.

E ah, sim! O futuro chofer e caseiro tinha cerca de 40 anos de idade, na época. E se mostrou muito bom de serviço, desde o início.


Papelanski & Arnaldo

Hoje, é aquela rotina há anos: Arnaldo leva Papelanski ao escritório cedinho, cuida de tudo, dorme bastante, e pega o patrão de volta às 22h (mas às vezes o tempo extrapola, dependendo da quantidade de "Processos, papeladas, REPUTAÇÃO!" – Heh! Horários imprevisíveis, claro! E cada trabalho em troca de umas "doses das boas"...). 

Por conseguinte, de praxe, sempre caem numa bodega antes de chegarem em casa. Mas Arnaldo é muito responsável. Não bebe como o Papelanski. Ficam por lá cerca de 30 minutos. E o patrão, já no seu lar, ainda mergulha nas papeladas - e  ainda pede mais umas doses de "bódega" ao seu amigo-caseiro-chofer para a cabeça funcionar melhor. Interessante, no mínimo!

Bem, Papelanski ainda não fez a prova da OAB. Mas promete que, dentro de um ano, conseguirá o título. Estou torcendo por ele e também pelo Arnaldo, que tanto o ajuda nessa jornada.

Ah... Nos finais de semana e feriados, curiosidade, os dois vão pescar. Há um riacho bem pertinho de lá, da casa, e o Arnaldo é pescador nato! Bagual danado! Só não deixa o patrão nadar. Mas o Devoga Papelanski é teimoso, que só vendo!

Outra curiosidade: nosso AdEvogado adora pinhão assado. Só que ele é um desastre na cozinha. Por quê? Ora... Enquanto se distrai com as "bódegas", tudo queima! Só o Arnaldo Tjra para salvar! Ufa...


E cá entre nós... Jaguarice pouca é bobagem.