20080531

Alphonsus de Guimaraens

DEITAS TEU CORPO EM FLOR
Deitas teu corpo em flor no campo claro
e toda ao sol te entregas, matinal.
Um perfume de luz se espalha qual
puro delírio, canto esquivo e raro.

Sorver o aroma, recolher o puro
estremecer de flor, ó pólen, ó mel
que irrompendo de tudo vibra em céu
de água a cair das coisas num futuro

instante de fantástica beleza
e de beijo e de afago e de um supremo
arfar de chama em límpida penugem.

Deitas teu corpo em flor, e a natureza
Funde-se em ti no alto silêncio extremo
de volúpia desfeita em brisa e nuvem.

1 na trincheira.

La anarquia! disse...

"Que olhar de monja em longa penitência
O olhar daqueLes olhos macerados,
Pairava-lhe talvez na morna existência
Uma alma carregada de pecados.

Para que mundos, para que existência
Tão além desta ei-lo voltados
Oh inacessível mística dolência
De uns olhos a sonhar outros noivados.

Voz do passado, som que ressuscita
Olhar tão cheio de palavras mortas
Daqui por certo é que não deve ser

Alma, alma bendita, alma para me ver
Põe-te de luto nestas duas portas
Com uma tristeza de quem vai morrer...

Amor, Amormeuzinho, meu coração agora sangra tal qual macerado por arame farpado...cuida dele, cuida de meu coração, cuida de mim...TE AMO PRA SEMPRE...