20100129

Nina

"Eu tenho uma teoria. Os indivíduos se dividem em duas categorias: os ordinários e os extraordinários. Os ordinários são pessoas corretas que vivem na obediência e gostam de ser obedientes. Já os extraordinários são as pessoas que criam alguma coisa nova, todos os que infringem a velha lei, os destruidores. Os primeiros conservam o mundo como ele é. Os outros, movem o mundo para um objetivo, mesmo que para isso tenham que cometer um crime." (Monólogo de Nina.)

"Nina" (BRA, 2004) é uma magnífica obra cinematográfica de Heitor Dhalia.
Leiam "Crime e Castigo" de Dostoiévski e percebam as possíveis similitudes.

20100120

Socorro!

Vejo tanta gente supérflua a transbordar! A inundar! A sobejar...!

EU, POR MIM, APROFUNDO-ME. MESMO.
BOBAGEM?

20100114

O Extremo do Etéreo

Sentir é primordial; "compreender" é rara consequência.

20100103

Nota Azul, Nota Vermelha

Num só fôlego. Em riste, a caneta vermelha apunhala o papel pautado. Que bela arma, que magnífico azul venoso! Sangue vertido às pressas. O fluxo e sua leda efeméride. Eternos ciclos mentais. Existência versus memória. "Por que seria o verbo assim, tão metafórico?", indaga a Loucura. Permaneço calada e então tento esvaziar-me de mim mesma. Assopro pra dentro dum balão tudo aquilo que aflora da minha alma. Ao mesmo tempo, percebo que o aquário da cabeça revoluteia-se em polvorosa, já saturado. Não, não consigo renovar seu fluido vital, tampouco estilhaçar aquelas translúcidas paredes. Estourou-se o balão, turvou-se a água. Falta-me oxigênio. Nota zero. F4lh4 n4 M4tr1x.

Lilás

LILÁS
Ah, a simetria do sempiterno bailado!
Podes ver, noivo meu, a derradeira cor
destas enamoradas almas?
Extasiadas ante a cerúlea visagem,
erguem-se rumo ao celestial deleite.

Cor-de-rosa e azul.

Ah, aquelas róseas chamas!
Eis que, com os pés desnudos e imaculados,
adentro as sendas do nosso jardim
a emocionar-me com cada primaveril fulgor.

Cor-de-rosa e azul.

Ah, Amor meu, vem dançar!
Segura minhas orvalhadas mãos
e guiemo-nos, então, através das violáceas brumas
Por entre lírios e rosas, sinceros e pueris.

Cor-de-rosa e azul.

Lilás.

20090610

Máximo Divisor Comum?!

Eu-menos-eu-do-que-resta-de-mim.
(Máximo-único-nenhum. O restante.)

Obra de Arte

O amor é escorregadio. Algo disforme, compreendem?
Basta aos enamorados que dominem a arte de modelá-lo. (O que é raro.)
Essa "geleinha" jamais obterá a mesma forma de outrora, uma vez que corações e mentes encontram-se eternamente em movimento.
Entre nossos "dedos", meus caros, é necessário que criemos a mais sublime obra de arte: o Amor. Este, sim, é verdadeiro.

20090406

Hipnopedia

Esqueça...
Esqueça...
Esqueça...
Esqueça...

(...)

20090322

A Espera

A ESPERA
Onde estarás agora?
Manda-me um sinal,
meu Lírico Lírio!
Cá estou, na eterna espera,
a sonhar com tua calidez.
Sê discreto, por favor,
mas manda-me um sinal,
meu eterno Amor!
Tua Cordélica Rosa,
em sua sempiterna lucidez,
aguarda-te, cá fora,
entre as heras do Jardim Secreto.

Sem ti, não há cor nem primavera...

20090308

Inteligência X Preconceito

"A quantidade de preconceito que cada um de nós tem é inversamente proporcional à de inteligência." (Jefferson Luiz Maleski)