20070603

Contemplação

Eis que esta criança, diante de seu espelho, se admira:
- Um homem... Um homem me ama!
E sorri pr'aquele maravilhoso reflexo e finalmente torna-se mulher.

Meu Amado

Um doce camponês que, de sol a sol, trabalha e desenvolve a sua rara cultura.
Vasto e fértil terreno. Cativante simplicidade.
O soberano da casa.

20070602

Erguem-se as belas gêmeas...

Erguem-se as belas gêmeas
Almas a cantar sobre cinzas
Eis que o tempo pereceu
ante o fôlego de tal embriaguez
Ah, quão inspirador
é o ideal platônico!
Orgulhosas, as crianças
empunham seu caduceu
em uníssono profundo e harmônico
O fio dourado então se rompeu
Purificou-se o duplo irreal
E a Razão perdeu a sua altivez
Ah, quão desafiador
é o ideal platônico!

Névoa sensual...

Névoa sensual
Eternidade num só desejo
Olhares
quase desfeitos em dor
Enigma a dois
Amor, Amor...
Véu de chama natural.

Te dou o meu sangue...

Te dou o meu sangue
Eu, minha,
agora sou tua
Bebe então esta alma
fluida, pura
Sede de prazer...
Sim, tua!
A fome é de amar
Mel e néctar
Eis a minha entrega
quase cega.

20070601

Fis-su(tu)ras

O ar aqui tortura e a casa quase caiu no meio da sala.
Então permaneço olhando fixamente pro teto.
Resignada.

20070531

EsCOTTON-lógico!

Escatologia nefelibática pra (sobre)viver.
E então, vamos hastear nuvens de algodão?
Uma haste, uma arte.
Algodão-doce.

Anarquiteta de Desengenharias

Arquite(n)tando, des(d)enho.

20070530

Contra o Panóptico Virtual? Ha-ha-ha!

(S)crap Confidencial

[ ΣΥΨΥΥφΥφθΨΥΨ ]

"Para decodificar esse scrap acesse essa página de recados através do navegador PowerScrap.com"

(OH! Fofocas e segredinhos inutilmente encriptados! Niilismo dos símbolos...)

20070529

Vã "Pira"

Não me sinto nada satisfeita com essa retórica inflamada... Oh, sangrenta e purulenta! Impura!
Prefiro a acidez, que a tudo corrói.
E tenho dito.