20130925

Mas a Coca-Cola...



Eis uma paródia que fiz sobre certo momento do longa-metragem "Masculin Féminin" (FRA, 1966), dirigido por Jean-Luc Godard.

20130918

Estranho Enlace

Nos encontramos ao acaso, guiados por certa senda deserta que sugeria uma mescla das paisagens interioranas mineiras e paranaenses. Fazia frio, e a matinal neblina tornava tudo solitário e lúgubre.

Caminhávamos em sentidos opostos, e não havia ninguém nos arredores. Pressenti a tua presença, de repente. Pouco a pouco, através daquela nebulosa estrada, avistei teus cabelos dourados, e assim tua figura revelava-se com silenciosa sobriedade angelical. Minha fronte empalidecia ao mesmo tempo em que minhas madeixas se agitavam com o vento. Ambos os cachecóis, o teu e o meu, então se enlaçaram.

Não houve palavras quando nos defrontamos – apenas um forte e longo abraço emocionado. Logo, você convidou-me a visitar a tua casa. Hesitei um pouco, mas aceitei. Eu estremecia por dentro, porém você estava plenamente seguro de si, com o braço envolvendo-me a cintura.

Quando chegamos ao destino, permaneci por algum tempo a apreciar a bela simplicidade de teu lar e do enorme jardim que o circundava. Então, você me tomou pela mão e adentramos aquela pequenina casa que cheirava a incenso. Fiquei encantada!

Tua casa era bem-frequentada por amigos. Quase todos os dias essas pessoas marcavam a sua presença, a alegrar o ambiente. 

Não demorou muito, e um grupo de seis bateu à porta. Achei interessante a maneira como ficavam tão à vontade! Tentei me entrosar com eles, mas a recíproca foi negativa. Percebi que o universo que haviam criado ali era somente de vocês – então comecei a sentir um mal-estar, como se fosse uma intrusa. Mas você me assegurou de que estava tudo bem, e que eu era a tua convidada. Tentei me aliviar um pouco; mas a partir daquele momento me mantive à espreita.

Compartilhávamos vinho, acendíamos incensos de aromas diversos, tocávamos violão, cantávamos... O ambiente era só Vida! No entanto, os olhares dos outros em minha direção tornavam-se cada vez mais hostis. Você tentava me proteger como podia. Eu tentava ignorar o clima ruim que estava se constituindo por parte de teus amigos, mas não havia outra maneira a não ser sair de lá. Fui até o jardim, meditativa, a conversar com as rosas. Quando você percebeu a minha ausência, correu a me procurar – e encontrou-me sentada por entre as flores, como um bichinho assustado. Você tentou me acalmar, e caminhamos em direção à casa.

Mas não deu tempo. Teus amigos começaram a nos provocar e apresentaram armas a fim de me expulsar.

Tentei te levar, num impulso de fuga, mas você me soltou as mãos. Corri muito, até me deparar com um grande muro. Me recostei de pé contra a fortaleza, ofegante, e eles vieram em minha direção. Apresentavam fuzis, revólveres, granadas, armas brancas. Num susto, outros surgiam de trincheiras – agora, o cenário era de guerra!

Você correu e me abraçou. Choramos. Mas você me surpreendeu com uma alavanca que existia dentro de uma caixa embutida no muro. Fitando-me desesperado, como se fosse a última alternativa, acionou-a. Tudo começou a trepidar cada vez mais intensamente. O muro rasgava-se, prestes a explodir, e finalmente consegui fugir.

Chorei, decepcionada, a observar a catástrofe que estava a ocorrer. Num repente, tudo foi pelos ares.

"Todos mortos! Todos mortos! Meu Pequeno, por que você fez isso?!" – O desespero e o desolamento me faziam soluçar cada vez mais alto. E arrancava vigorosamente trapos de meu vestido roto.

"Carolina... Aqui estou..." – Reconheci a tua voz! Onde estaria você? Onde?

Procurei por ti, mas as lágrimas ardiam. Até que avistei, próxima ao local da alavanca, do lado de fora da fortaleza, uma luz dourada que me ofuscou. Esperança.



[Registro do último sonho.]

20130830

Espionagem? Não diga...!

Malditos Bots "estadunidenses"!

20130829

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Apresento-lhes um "cadim" de cada alegre e emocionado instante da solenidade de minha colação de grau, que foi celebrada no dia 24 de Agosto de 2013.

Fui a única formanda da turma. Durante o discurso solene imaginei que eles, meus colegas, estivessem ali, comigo... Fiquei um tanto melancólica, apesar do feliz CISCO que sempre caía nos meus olhos. Saudades, viu!


Cursos contemplados: Administração, Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Ciências Contábeis, História, Letras, Processos Gerenciais e Recursos Humanos.



A indefectível saudação ao Papai - percebi-o de longe com a minha boina!


Hino Nacional.
[Da direita para a esquerda, na primeira fileira, sou a primeira criatura.]


Proferimento do Discurso. [Ói eu!]


=]





Tudo azul!


A seguir, eis o discurso escrito e proferido por mim, em nome do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas.


Digníssima Professora Carmem Costa, Diretora da Universidade Norte do Paraná, polo Sete Lagoas,
Digníssima Professora Norma Gonçalves, Coordenadora Pedagógica desta instituição,
Digníssimos Paraninfos,
Senhores Pais,
Senhoras e Senhores,
Caros Colegas Bacharéis, Licenciados e Tecnólogos,

Boa noite,

Dedico este discurso a todos aqueles que creem que a verdadeira inteligência reside na simplicidade de coração.

Éramos os “solitários” - a famigerada turma de graduação da UNOPAR que frequentava a instituição aos sábados pela manhã. E ali, nós, os “maiores abandonados”, sempre exigíamos um pouquinho mais de atenção para com o nosso futuro, sedentos de surpresas – que por vezes, eram verdadeiros disparates!

A partir de agora, entramos para o seleto array da história da Universidade Norte do Paraná, pois que constituímos a única – e que provavelmente não existirá mais – turma de graduandos matinais. Vejam o quão somos especiais, caros! Pois bem, apresento-lhes o exército de uma só Soldada (ou "Fuzilêra", como quiserem!) – “Senta a pua”!

Foram três anos de muita luta, gana e sangue frio. Lágrimas, ora de contentamento, ora de frustração, e suor nos verteram a face, do início ao fim. Que bela trajetória, n’est pas? Muito comum a todos os presentes!

Alguns colegas, ressequidos pelo pó da estrada, e outros, contaminados por seu sangue hirudo, ao longo da caminhada nos acenaram o “adeus” e prosseguiram sua marcha por outras sendas. E eis-me sobrevivente, a própria Heroína Irônica, a pronunciar em nome de esperanças latentes.

Agradeço a Deus, aos entes queridos e a toda a equipe UNOPAR – máxime aos Professores, Mestres e Doutores que, nesse infinito loop, conduziram-nos com boa-fé segundo uma lógica difusa elevada à quarta dimensão. Aos colegas, eternos guerreiros, presto-lhes especial homenagem pelos grandes momentos de “Coração de Estudante”. Por fim, dou graças aos “fugazes errantes” que cruzaram meus tortuosos caminhos e que, desde todo o sempre, acreditaram no meu potencial.

Estamos imersos na Era da Informação. Da Informação que paira sob a forma de bits acelerados, e que nunca para. Eis o “Admirável Mundo Novo”, lavrado pela incólume Globalização.

A Informação é o bem mais precioso na atual sociedade. E é com a sistematização da Informação que nós, profissionais em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, lidamos. Não é tarefa trivial, pois que estamos a manipular dados provenientes de máquinas e de pessoas, ao mesmo tempo.

Através da análise de documentações e de profundos estudos, somos nós quem concebemos, projetamos, modelamos e implementamos sistemas computacionais (desde uma simples calculadora a um calculista robô).

Grosso modo, [...] A excelência na análise dos diversos tipos de demandas faz com que todo esse processo torne-se bem-sucedido e corresponda às expectativas em todos os níveis – a satisfação do usuário, a robustez do software e também a produção de novos modelos cognitivos e de negócios.

Pois abram bem as janelas e sintam o aroma das macieiras! Porque esta etérea ópera encontra-se no rompante!

Como diria Torquato Neto, grande poeta da efervescência contracultural brazuca, "O futuro é hoje, cabe na mão"!

EM RISTE!
AVANTE!
ADSUMUS!

Muito obrigada!

20130828

Hipócritas de Hipócrates

"Eu, solenemente, juro consagrar minha vida a serviço da Humanidade. Darei como reconhecimento a meus mestres meu respeito e minha gratidão. Praticarei a minha profissão com consciência e dignidade. A saúde dos meus pacientes será a minha primeira preocupação. Respeitarei os segredos a mim confiados. Manterei, a todo custo, no máximo possível, a honra e a tradição da profissão médica. Meus colegas serão meus irmãos. Não permitirei que concepções religiosas, nacionais, raciais, partidárias ou sociais intervenham entre meu dever e meus pacientes. Manterei o mais alto respeito pela vida humana, desde sua concepção. Mesmo sob ameaça, não usarei meu conhecimento médico em princípios contrários às leis da natureza.
Faço estas promessas, solene e livremente, pela minha própria honra."


(Bonito, jurar isto ante a consagração da profissão, não?)

20130821

Todos convidados!


O convite foi desenhado e escrito por mim.

20130819

Modus vivendi

Sou um dromedário dentre uma cáfila de camelos.

20130816

Faz tempo...

Cozinhando os miolos em uma grande panela.
Porque tem pensamento concentrado demais, por ora!

20130812

Crianças, devagar!

20130804

Exigência Existencial II


[...]
"Se peut-il qu'il y ait l'un de nous qui joue
A tendre l'autre joue?
Si c'est vous,
J'absous..."
("Pourquoi Vous?" - Françoise Hardy/Calogero)


Na imagem, Françoise Hardy.