20201122

Gitano Cigano



Trazia em seus olhos selenitas o frescor da sagacidade e da inteligência.

Essa figurinha, docemente apelidada como "o rapaz do terno branco", sempre foi o contraponto do frágil "floquinho de neve": brabo, forte, e até bem valentão.

Diletante da boa música, passava horas a curtir comigo; também cultivava conhecimentos ao estudar junto a mim e demonstrava o seu lado mais liberto através do gosto por sair pelas ruas.

De acordo com as sábias palavras do meu saudoso pai, ele era "¡Chico, pero cumplidor!".

Cigano, meu amado bichano, que Deus o tenha.
Saudades eternas.

* 1/1/2011   + 21/11/2020


Fotografia tirada por mim - O que dizer, hã?

20200821

Que tal um pouco de Arte?

Apresento-lhes algumas de minhas obras.
Cliquem nas imagens para melhor visualização.


"Purple Haze". 2019. Acrílica s/ tela, 40 X 50 cm.



"Wishful Sinful". 2019. Acrílica s/ tela, 40 X 50 cm.




"Shine on You, Crazy Diamond!". 2019. Acrílica s/ tela, 40 X 50 cm.



"Fight, Flight or Freeze". 2019. Acrílica s/ tela, 40 X 50 cm.



"Sísifo". 2019. Acrílica s/ tela, 40 X 50 cm.



"Barbarella". 2019. Acrílica s/ tela, 40 X 50 cm.



"Fragile". 2020. Acrílica s/ tela, 30 X 30 cm.



"Desiderata". 2020. Acrílica s/ tela, 30 X 40 cm.



"Ballet". 2020. Acrílica s/ tela, 30 X 40 cm.



"A Boca do Céu". 2020. Acrílica s/ tela, 30 X 30 cm.



"Made in China". 2020. Acrílica s/ tela, 30 X 40 cm.



"Françoise Hardy". 2020. Acrílica s/ tela, 30 X 40 cm.



"Fleur de Lune". 2020. Acrílica s/ tela, 30 X 30 cm.



"Aliança". 2020. Acrílica s/ tela, 40 X 50 cm.



"Ziggy Stardust". 2020. Acrílica s/ tela, 30 X 40 cm.



"Marilyn, a Suja". 2018. Acrílica s/ tela, 30 X 40 cm.

20200510

Homenagem a Papai


Papai, meu grande amigo,

Quantas barricadas enfrentaste, pegada por pegada, com suor e dor?
Sei que estendeste a tua bandeira através dos mais tortuosos caminhos sem pavor e tampouco tempo para chorar.

A vitória já estava arraigada, posto que a seara de tua redenção tornara-se o novo despertar.

Vai com Deus.
Saudades eternas.
Te amo.

* 5/5/1946   + 9/5/2020


Fotografia tirada por mim - A patinha do Cigano e a mão do Papai sobre a colcha da minha cama.

20180515

CVV

Pessoas fortes têm a incansável vontade de caminhar com as suas vidas de mãos abertas.

Sem medo!

20180501

Vida, agora!

Cada indivíduo é quem dá o seu tempero - original e intransferível - a essa dádiva.

20180118

Françoise Hardy


Ontem, 17 de Janeiro, foi o aniversário de uma mulher que descobri ao acaso há 12 anos: a cantora-compositora, atriz e modelo Françoise Hardy.

Nos deparamos casualmente através de uma foto, datada de 1966. Foi num susto: "Uê! Quem é essa moça tão parecida comigo?" - 
Pois bem... A curiosidade tomou conta do meu ser e resolvi pesquisar.

Apesar dos parcos recursos naquela época, consegui adquirir, de pouquinho em pouquinho, uma riqueza de informações sobre ela. Me encantei pela sua história de vida e de artista, pelo seu jeito e pelo seu inigualável talento. Identificação plena!

Desde então, me tornei uma pesquisadora afoita e grande admiradora dessa forte personalidade que transmite sua feminilidade de maneira natural. Ah, e haja presença com tantas qualidades artísticas!


Françoise Hardy, feliz aniversário! Vida longa e que Deus te abençoe! =]


Je t'aime, ma chérie!


P.S.: OuVejam Rêve (1972) - prestem atenção, que essa canção se trata de uma conversa entre Françoise Hardy, o cantor-compositor Taiguara em A Transa (1970) e Tuca - também ícônica cantora-compositora.

P.S.2: Quando pequenina, ouvia Taiguara com o meu pai e a minha irmã. Era muito legal o momento de a gente escolher qual disco colocar na nossa radiola. E que destino foi esse, hã? (=

20171026

AdEvogado Papelanski





Observem a primeira imagem: de mala e cuia, pelas ruas desertas de Domingo, eis que encontrei uma surpresinha que o AdEvogado Papelanski me pregou! Isso faz um mês.

AdEvogado Papelanski é um personagem que criei em 2006, juntamente ao Willian.

Foi algo tão natural, que a sua voz, os seus trejeitos e seus costumes foram muito bem encenados e incorporados.

No entanto, até então, eu não imaginara colocar no papel - e também em escultura - o seu retrato.

Voilà, meus caros... Num belo dia, em 2015, fiz o primeiro desenho rápido do rosto dele. E, da mesma forma, uma tosca modelagem em Dim Clay daquilo que seria a sua expressão facial.

E quem é que havia entrado nos palcos da VOGA, naquela época? Justamente Gilmar Mendes e Heráclito Fortes! Daí, pensei comigo mesma, rindo: "Não acredito... Sósias do 'Devoga' em Brasília!"


Quem é AdEvogado Papelanski?

Tudo aquilo que até então se sabe sobre ele é que nasceu numa humilde cidade do Paraná, e que desde criança percorria os jardins de sua casa, junto à sua família, a procurar pinhões – sua maior diversão –, e assim sonhava ao observar aquelas lindas araucárias. Sonhava alto, literalmente.

Formou-se em Direito muito jovem, e a partir daí passou a trabalhar em modestos escritórios de advocacia e contabilidade. Nunca esteve satisfeito com os chefes, mas apesar dos pesares, gostava daquilo que realizava.

Ao longo do tempo, dedicando-se aos estudos, adquiriu alguns títulos e certificados. Desta forma, arranjou o seu próprio escritório, perto de sua casa.

Agora, com 80 e alguns anos de idade, conheceu um grande parceiro de guerra: Arnaldo.


Quem é Arnaldo?

Arnaldo Tjra é camponês de berço. Macilento e ágil, cresceu entre as lavouras de trigo e milho, e quando se mudou para aquela pequena cidade onde o nosso "Devoga" sempre residiu, aconteceu um encontro peculiar entre ambos.

Pois bem... Enquanto o nosso protagonista estava numa "bodega" simples, bebericando as suas doses de vodka (nas palavras dele: "bódega"), após o trabalho, Arnaldo arriou ali, cansado. Logo, "Devoga" o chamou para fazer companhia, já bêbado. Arnaldo aceitou e os dois trocaram experiências como se fossem velhos amigos.

E foi assim que criaram amizade. Essa amizade cresceu rapidamente. Por coincidência, Arnaldo tinha alugado uma casa ali, por perto, e estava desempregado.

Então, AdEvogado Papelanski, certo dia, o convidou para ser seu chofer e caseiro. Em sua casa havia um sótão onde Arnaldo poderia se acomodar, e então levar o Devoga para seu escritório, cuidar da casa e do jardim. 

Arnaldo aceitou a proposta, já que o velho era tão carismático e sincero.

E ah, sim! O futuro chofer e caseiro tinha cerca de 40 anos de idade, na época. E se mostrou muito bom de serviço, desde o início.


Papelanski & Arnaldo

Hoje, é aquela rotina há anos: Arnaldo leva Papelanski ao escritório cedinho, cuida de tudo, dorme bastante, e pega o patrão de volta às 22h (mas às vezes o tempo extrapola, dependendo da quantidade de "Processos, papeladas, REPUTAÇÃO!" – Heh! Horários imprevisíveis, claro! E cada trabalho em troca de umas "doses das boas"...). 

Por conseguinte, de praxe, sempre caem numa bodega antes de chegarem em casa. Mas Arnaldo é muito responsável. Não bebe como o Papelanski. Ficam por lá cerca de 30 minutos. E o patrão, já no seu lar, ainda mergulha nas papeladas - e  ainda pede mais umas doses de "bódega" ao seu amigo-caseiro-chofer para a cabeça funcionar melhor. Interessante, no mínimo!

Bem, Papelanski ainda não fez a prova da OAB. Mas promete que, dentro de um ano, conseguirá o título. Estou torcendo por ele e também pelo Arnaldo, que tanto o ajuda nessa jornada.

Ah... Nos finais de semana e feriados, curiosidade, os dois vão pescar. Há um riacho bem pertinho de lá, da casa, e o Arnaldo é pescador nato! Bagual danado! Só não deixa o patrão nadar. Mas o Devoga Papelanski é teimoso, que só vendo!

Outra curiosidade: nosso AdEvogado adora pinhão assado. Só que ele é um desastre na cozinha. Por quê? Ora... Enquanto se distrai com as "bódegas", tudo queima! Só o Arnaldo Tjra para salvar! Ufa...


E cá entre nós... Jaguarice pouca é bobagem.

20170628

Redenção II

31 de Dezembro de 2016. Fim de noite.

Estava eu a repousar em um leito de hospital, me convalescendo, após uma longa e delicada cirurgia.

Olhei para a janela. Lá fora, iniciou-se um foguetório intenso. O céu se empipocava de foguetes e rojões. Eram os festejos da entrada do novo ano.

Olhei para dentro de mim. Senti que uma mão se postava sobre o meu peito. Senti que era uma mão pequena, meiga.

Logo percebi: era a mãozinha sagrada do Menino Jesus que estava me afagando. Eu já imaginava, porque antes da cirurgia pedi-lhe para que ficasse comigo e orientasse o médico e seus auxiliares.

Sua mãozinha sagrada mostrou-me o céu. Senti que estava curado, que a cirurgia foi bem-sucedida.

Sua mãozinha mostrou-me a dádiva da vida. Mostrou-me também a morte, porque é através dela que valorizamos a vida.

Mostrou-me a beleza de um simples sorriso, a meiguice de um olhar, a ternura de um abraço fraternal, o conforto de uma palavra amiga.

Mostrou-me o mundo, mostrou-me os animais que o habitam, os racionais e os irracionais.

2017 foi, graças ao pequeno Jesus, a redenção de minha vida.

Planeta Terra, pedra giratória e banal. Mas, graças a Deus, neste minúsculo grãozinho de areia perante o Universo, o Bem ainda se sobrepõe ao Mal.

Obrigado, meu Pai. Obrigado, Senhor Jesus. Obrigado e a bênção, Menino Jesus.


[Maurício Fernandino Tinoco, 71 - Papai. Junho/2017]

20170507

Tinoquices

De tanto tino, me desatinei.

20170503

Bel-chi-or


É, seu moço! Agora tu perdeste o medo de voar.

Sim, finalmente alçaste a tão almejada liberdade ao teu bel-prazer!

Segura então na mão de Deus e vai com fé, cigano latino-americano!


Créditos da charge: Duke.